Eis o motivo...



Escrevo, sobretudo, para acalmar-me a alma. Para aliviar-me a dor. Para afastar-me da solidão. Sinto que escrever sobre meus sentimentos, sentidos, pensamentos e percepções seja como escrever com um graveto na areia de uma praia, pois dura o tempo que dura o intervalo entre as ondas ou as marés, e depois se vai...Vai, aliás, como todas as outras coisas. Não faço isso para aqueles que me lêem, se é que me lêem. Faço-o, antes de tudo, por mim. Porque assim fecho-me como dedos nalgum lugar; no meu lugar, onde tiro de dentro de mim tudo o que me faz sentir melhor, ou pior. E de onde, ninguém pode me tirar.